Quinta-feira, Novembro 29, 2007

Será que o cliente tem sempre razão?

Começando pela minha área...
Fico indignada com certas atitudes em eventos e, quando paro para pensar de onde vem tal comportamento, lembro dos dias de aula na sala de uma faculdade, ou de como estamos mal acostumados em sermos servidos sem retribuir com educação...

Em eventos que participo ou trabalho, é constante o barulhinho do celular durante uma palestra ou apresentação. Nem vou comentar mais sobre isso...Todos sabem deste terrível comportamento, mas insistem em manter a desculpa do esquecimento. "Quando vejo, já tocou..." Ah, "se toca", folgado! Para que serve o vibracall?

Mas a pior - e mais incômoda na minha opinião - é a tal da porta aberta. Não temos como evitar um entra e sai em um evento onde as pessoas estão atentas aos celulares e compromissos paralelos e onde se pode optar por mais de uma apresentação ao mesmo tempo. Este poder de escolha está cada vez maior em um evento técnico, devido à diversidade de assuntos e à falta de tempo de apresentá-los um de cada vez. Porém, o lado negativo disto reflete diretamente ao palestrante e à platéia, que se sentem incomodados com o entra e sai e com as portas do auditório sempre abertas.
Sempre abertas? Como assim?
É porque esquecem o rabo e vão entrando...
(Antes fosse no sentido de ser sempre bem-vindo!)

Imagine comigo esta situação:
Tenho um programa em mãos; escolho um tema e vou assistí-lo na sala A. A sala está aberta porque a palestra ainda não começou. Assisto um pouco e vejo que o assunto não é do meu interesse e na sala B está rolando outra discussão. Beleza, posso ir...Afinal paguei por um evento cheio de opções...
Chego na sala B e esta está com a porta fechada porque a palestra já começou.
Qual seria o meu comportamento??
Abrir a porta, entrar e FECHAR A PORTA.
Lógico: Sujou, limpou. Abriu, fechou.

Mas não..."nós", quando clientes, estamos acostumados a entrar em um lugar e deixar a porta aberta. Muitas vezes, em lojas ou consultórios por exemplo, a porta fecha sozinha. Em hotéis e restaurantes, muitas vezes temos quem a feche para nós. Mas se não forem esses os caso, o que manda é o bom senso. Abriu a porta, feche!!!!!

Quando nós nos consideramos clientes, nos consideramos poderosos e os que estão nos prestando serviços estão sendo pagos etc, etc.
Eu tenho um programa na mão e placas de sinalização espalhadas por todo o local, mas é mais fácil perguntar para a moça que está com um crachá de staff e com certeza tem que me dar atenção. E para que fechar a porta se eu tenho seguranças espalhados pela sala que, ao zelarem pelo evento, logo correrão para fechá-la e manter o silêncio na sala?

O cliente tem sempre razão e deve estar satistifeito...mas por isso pode ser mal educado e perder o respeito pelos demais? Não digo nem só pelos funcionários, mas também pelos próprios colegas - outros clientes - que tem que aguentar o barulho e o tumulto. Desrespeito!!

****
Sem contar os clientes que ligam no sábado à tarde, no seu celular, para perguntar sobre coisas de trabalhos que serão entregues dentro do prazo, mas ele resolveu que quer para já...

Ouvi uma vez de um colega italiano - ao jogar uma casca de banana no chão da sala de aula - que ele acha certo sujar se tem alguém pago por ele para limpar. E olha que havia um lixo a menos de 1m dele...

Referi-me no começo às salas de aula de faculdades (e se boberar, ocorre nas de ensino fundamental também), por ver o vai e vem de alunos na sala de aula, desrespeitando o professor, saindo para atender telefones, ir ao banheiro, conversar ou simplesmente porque querem dar uma volta...Para que temos um intervalo??
Bom, mas como um aluno me falou uma vez - e a instituição concorda - o aluno é o cliente...e tem sempre razão.

Sujar as ruas da cidade, furar fila, deixar cocô de cachorro na calçada e por aí vai...
Aonde vamos parar???????
By Mariana às 11:28 AM
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Comentários:
 
Tem um negócio interessante esse lance de poder sujar, para alguém ter que limpar, e o fato disso gerar emprego. Sabe quem mais pensava nisso? Os russos. Lá tinha um monte de gente trabalhando. Onde um bastaria trabalhavam três. Todos tinham emprego, olha que maravilha.
O problema é que os três produziam tanto quanto um. E o que eles produziam não dava para alimentar os três (tinha como ser diferente?).
Do outro lado do mundo, muitos ocidentais pregavam a produtividade. O que um produzia alimentava 3, e não o contrário. Hoje são as maiores economias do mundo.

Engraçado é que a esquerda brasileira (PCB, PT, PSOL e coisas do tipo) ainda pensa muito dessa forma retrógada. Quando esses caras vão estudar economia?
A Italia sofre disso bastante também. Não espanta o personagem em questão ser de lá. E podia muito bem ser brasileiro.
 

 
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